Série Convite à Leitura | Janeiro/2018

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Edição 13 | Janeiro 2018
Eugenio Fizzotti é sacerdote salesiano e psicólogo, duas profissões semelhantes em muitos aspectos. É também jornalista e, por isso, gosta da divulgação. Além disso, foi primeiramente aluno do fundador da Logoterapia, depois amigo e por fim colaborador fidelíssimo.

A frustração existencial 

“Como é que Frankl apresenta o despertar do vazio existencial? Eis suas expressões ‘Ao contrário do animal, o homem não tem impulsos e instintos que indiquem automaticamente tudo o que deve fazer e, ao contrário do homem do passado, o homem atual não tem valores e tradições que lhe digam o que deve fazer. Com muita frequência, portanto, desconhece o que fundamentalmente deve fazer, expondo-se deste modo a um grave perigo: ou deseja fazer o que fazem os outros…, ou então faz o que os outros desejam ou lhe mandam que faça ‘.
O sentido de vazio e de absurdo da própria vida leva o homem à doença, à neurose. Frankl fala de um neuroticismo específico, que define como ‘neurose noógena’. Ao contrário da neurose entendida na sua mais estrita acepção e que, por definição, representa uma afeição psicógena, essa neurose não pode ser reduzida a complexos e conflitos em sentido clássico: ‘Deriva, sobretudo, de conflitos morais; de problemas de consciência, de colisão de valores e, last but not least, de uma frustração existencial que, uma ou outra vez, pode repercurtir-se e manifestar-se em sintomas neuróticos’.”

(FIZZOTTI, Eugenio. Para ser livre. Lisboa: Paulinas. 1996, p. 18 e 19)

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