Série Convite à Leitura | Março/2018

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    EDIÇÃO 15 – MARÇO/2018

    Este livro se originou de uma conversa de várias horas entre o filósofo religioso Pinchas Lapide e Viktor Frankl em sua casa, na Mariannengasse em Viena, em agosto de 1984. O único manuscrito existente e as gravações que lhe perteciam foram encontrados somente em maio de 2004 durante os trabalhos de inventário do arquivo particular de Viktor Frankl.

    A obra é composta pela transcrição de duas palestras e de duas longas entrevistas com Frankl, nas quais o mesmo expressa aberta e detalhadamente sobre suas próprias opiniões religiosas, como nunca antes. Para Frankl é importante perceber o homem não apenas em sua constituição psíquica, como também em sua espiritualidade e personalidade – não importa como esta se expresse em suas referências ideológicas. E […] a religiosidade é a expressão da busca humana pelo sentido e como expressão da busca de sentido é também tão pouco redutível e discutível como a própria busca de sentido

    FRANKL, VIKTOR; LAPIDE, PINCHAS. A busca de Deus e questionamentos sobre o sentido. Rio de Janeiro: Vozes, 2013, p. 37-43.

     

    Série Convite à Leitura | Fevereiro/2018

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      EDIÇÃO 14 – FEVEREIRO/2018

      “Este livro é dedicado a uma educadora: Izar Xausa, que nos inspirou para a descoberta da Logoterapia e suas possibilidades de aplicações.” Como educadora, Izar sempre lembra que “a educação e a Psicoterapia buscam os mesmos objetivos e que esta não se caracteriza exclusivamente como tratamento, e sim como reeducação. Os postulados psicofilosóficos de ambas só terão valor se respeitarem a dignidade da pessoa humana tomada na sua amplidão, que abarca não só a dimensão psicofísica, mas a espiritual.”

      […]

      Liberdade e destino:

      “O presente tópico possui o encargo de dissertar acerca de dois aspectos do existir humano: a liberdade e o destino. Enquanto o primeiro tem a característica da mutabilidade, o segundo carrega a qualidade de ser irrevogável.

      É a liberdade pessoal interior que permite ao ser humano pensar, sentir e falar com autenticidade e ter consciência de que esse feito é a propriedade que distingue o ser humano dos animais. […] Liberdade é, portanto, a maneira como o homem se relaciona com o seu destino. Concomitantemente, o destino só é significativo diante da possibilidade de livre-arbítrio.”

      (DAMÁSIO, Bruno F.; SILVA, Joilson P; da; AQUINO, Thiago A. Avellar de (Org.). Logoterapia e Educação. São Paulo: Paulus, 2010, p. 6, 9, 31)

      Série Convite à Leitura | Janeiro/2018

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      Edição 13 | Janeiro 2018
      Eugenio Fizzotti é sacerdote salesiano e psicólogo, duas profissões semelhantes em muitos aspectos. É também jornalista e, por isso, gosta da divulgação. Além disso, foi primeiramente aluno do fundador da Logoterapia, depois amigo e por fim colaborador fidelíssimo.

      A frustração existencial 

      “Como é que Frankl apresenta o despertar do vazio existencial? Eis suas expressões ‘Ao contrário do animal, o homem não tem impulsos e instintos que indiquem automaticamente tudo o que deve fazer e, ao contrário do homem do passado, o homem atual não tem valores e tradições que lhe digam o que deve fazer. Com muita frequência, portanto, desconhece o que fundamentalmente deve fazer, expondo-se deste modo a um grave perigo: ou deseja fazer o que fazem os outros…, ou então faz o que os outros desejam ou lhe mandam que faça ‘.
      O sentido de vazio e de absurdo da própria vida leva o homem à doença, à neurose. Frankl fala de um neuroticismo específico, que define como ‘neurose noógena’. Ao contrário da neurose entendida na sua mais estrita acepção e que, por definição, representa uma afeição psicógena, essa neurose não pode ser reduzida a complexos e conflitos em sentido clássico: ‘Deriva, sobretudo, de conflitos morais; de problemas de consciência, de colisão de valores e, last but not least, de uma frustração existencial que, uma ou outra vez, pode repercurtir-se e manifestar-se em sintomas neuróticos’.”

      (FIZZOTTI, Eugenio. Para ser livre. Lisboa: Paulinas. 1996, p. 18 e 19)