A felicidade é uma conquista da vontade autônoma?

Para ser feliz basta querer? Depende do que se quer. Esta é a provocação: o que queremos é a felicidade, mas não é possível colocá-la como alvo que ela nos escapa. O que fazer, então, para não cair na frustração de uma busca ilusória como essa nem no outro extremo, em um excesso de positividade, fabricado para tentar controlar a felicidade perto de nós? 

Não tenho a pretensão de trazer definições para esse tema que inquieta pensadores há milênios, que abordaram felicidade como virtude, objetivo moral, estado de espírito, aspecto biológico, circunstancial, bem-estar etc. Quero propor um olhar para as nossas escolhas hoje que podem gerar ou não felicidade como efeito colateral. Escolha no sentido de convidar a revisitar onde estamos depositando nossos esforços e refletir sobre a autenticidade dessa busca, pois:

a ‘busca da felicidade’ equivale a uma autocontradição: quanto mais lutamos por felicidade, menos a obtemos. […] Uma consciência realmente tranquila nunca pode ser alcançada por um esforço direto por ela, mas somente por meio de uma ação visando ao bem de uma causa, de uma pessoa envolvida, ou por amor a Deus. Uma boa consciência é uma daquelas coisas que só podem ocorrer como um efeito colateral não intencional, e que se destrói quando é perseguida diretamente. (Frankl, 2020, p. 61, grifo nosso)

A felicidade pode ser obtida, portanto, como consequência, não como meta. Como Guimarães Rosa escreveu, “felicidade se acha é em horinhas de descuido”, ela se dá no tempo do acontecimento, quando estamos abertos não só a ela, mas a todos os afetos que podem nos atravessar. A busca da grande e eterna Felicidade é ilusória, como alerta a psiquiatra Elisabeth Lukas, quando fala da felicidade inquietante, esta que acomete quem está sempre contemplado por grandes felicidades mascaradas de reconhecimento, poder, beleza, luxo, entre outras. Ela afirma que esse tipo de felicidade “já carrega dentro de si o germe da decadência” que “está à espreita no interior da pessoa, numa ponta de sua ‘alma’ que, aos poucos, sem que ninguém o perceba, começa a embrutecer e a apodrecer no reflexo da grande felicidade.” (Lukas, 2012, p. 172). Nesse sentido, ela vai orientar nosso olhar para o que chama de “enigma da pequena felicidade”, que gera momentos de contentamento e se conecta com a singularidade de cada indivíduo. Lukas (2012, p. 172) traz uma bela definição para esse tipo de felicidade: “Não é algo que move o mundo, move somente um coração”. 

A Logoterapia tem uma visão otimista da vida, mas nem por isso positivista no sentido de camuflar ou abafar emoções ditas negativas. Enganar-se com palavras e atitudes falsamente positivas em momentos de dor e sofrimento nos desconecta de nossos instintos e potencial de escolha a partir de nossas múltiplas inteligências (emocional, lógica, criativa, corporal etc.). Do ponto de vista psíquico, é bem perigosa a estratégia de se impor um estado feliz e positivo, pois gera uma fragmentação autocentrada, que pode evoluir para transtornos e até uma personalidade narcisista, ou seja, em que o indivíduo tem uma percepção distorcida de si, supervalorizando sua imagem e necessidades em detrimento dos demais. 

O filósofo e psicólogo Alexander Batthyány (2020), comentando sobre uma entrevista que deu a um jornal austríaco que lhe pediu uma mensagem positiva diante da crise de covid-19, diz algo precioso: “Como podemos manter uma mentalidade e um pensamento positivos? […] Existe algo muito mais útil e maduro do que o pensamento positivo: o pensamento realista”.

otimismo é uma peça-chave dentro da concepção de felicidade de Viktor Frankl; não por acaso vem acompanhado do adjetivo trágico. É uma proposta de extrair o melhor que a vida possa oferecer, dentro das condições que são apresentadas. É dizer “sim” à vida e, nesse tempo de existência, realizar sentido. A vontade de sentido é um caminho importante, porque contém um “motor propulsor” que faz com que a pessoa se oriente em direção a realizar algo de concreto e, nessa realização, encontre felicidade como “subproduto”. A porta para a felicidade só pode ser aberta pelo lado de fora, precisamos olhar para além de nós mesmos, olhar para o que está no mundo e evitar um olhar embotado para dentro de si, pois podemos ficar presos, trancados, deixando a chave do lado de fora. O otimismo trágico é, portanto, adotar uma postura ativa, engajada, mesmo diante de situações extremas.

O que caracteriza essa qualidade de postura? A busca dos sentidos de criação, conexão e humor. Por exemplo, olhar para aquilo que está criando no mundo, ou seja, como você realiza o seu trabalho, o que você dá ao mundo de forma genuína, algo que tenha um valor para a sociedade. O valor de criação, como nomeia a Logoterapia, é fundamental para que o sujeito se perceba importante dentro de um espaço social. Outro fator importante está relacionado à possibilidade de amar alguém, entregando o seu melhor numa atitude amorosa, sem deixar de olhar para si, permitindo que possa ocorrer uma troca. Só é possível receber amor quando se enxerga o outro e se ajuda o outro em seu processo de realização no mundo. Outro espaço importante é como você lida com as adversidades, com aquilo que não consegue controlar, principalmente em circunstâncias relacionadas ao sofrimento, aqueles períodos em que você se desconecta da vida. Descobrir qual sofrimento é evitável em meio a situações difíceis é fundamental para se conectar novamente a um mundo de possibilidades. O humor pode ser uma excelente ferramenta para isso, quando nos permite ter uma visão crítica e leve das situações.

Mafalda, por Quino

Qual a sua chave para a felicidade? Talvez você sinta que tem várias sem uso, ou talvez você só precise da primeira para abrir a porta para fora de si e depois notar que não precisa de mais nenhuma. Porque o foco não está no modelo de chave ideal, mas na vida que quer realizar do lado de fora, no mundo, com as pessoas. É nesse caminhar que vamos desvendando alguns enigmas da nossa pequena felicidade. 

Referências bibliográficas

BATTHYÁNY, Alexander. “Otimismo trágico”, a ferramenta psicológica criada para tempos difíceis. El País, 300 dez. 20 [LINK].

FRANKL, Viktor. Psicoterapia e existencialismo: textos selecionados em logoterapia. Trad. Ivo Studart Pereira. São Paulo: É Realizações, 2020.

LUKAS, Elisabeth. Psicoterapia em dignidade: orientação de vida baseada na busca de sentido de acordo com Viktor E. Frankl. Ribeirão Preto: IECVF, 2012.

Imagem: iStockphoto + tratamento

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Este artigo foi escrito pelo nosso Diretor Clínico, Francisco Carlos Gomes, que é coordenador do grupo de pesquisa “O vazio existencial na contemporaneidade e as possibilidades de realizar sentido” do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação de São Paulo/PUC – SP – LABÔ.

O artigo foi publicado originalmente no site da Off Lates que é o canal de divulgação da produção dos grupos de pesquisas do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação de São Paulo/PUC – SP – LABÔ.

“Otimismo trágico”, a ferramenta psicológica criada para tempos difíceis

Agustina Cañamero, 81, d Pascual Pérez, 84, se beijam com a proteção de máscaras e um plástico em Barcelona.EMILIO MORENATTI / AP

Faz pouco tempo fui entrevistado por um importante jornal austríaco. O jornalista claramente esperava que eu, na condição de diretor do Instituto Viktor Frankl de Viena e titular da cátedra Viktor Frankl em Liechtenstein e Budapeste, transmitisse uma mensagem positiva; e mais ainda, percebi que tudo o que realmente queria era a confirmação de que o “pensamento positivo” era o mais necessário e o que iria solucionar tudo. Ele me pediu conselhos para lidar com a crise da covid-19 e suas repercussões em nossa vida pessoal, social e econômica: “Como podemos manter uma mentalidade e um pensamento positivos?”. Ficou surpreso quando eu lhe disse que em tal situação ― e na vida em geral― acredito (e as pesquisas corroboram isso) que existe algo muito mais útil e maduro do que o pensamento positivo: o pensamento realista. “Mas isso não é o mesmo que ser negativo e resignar-se com a situação atual?”, insistiu. Boa pergunta. A resposta é sim e não. E um “não” em que podemos depositar nossas esperanças.

Viktor Frankl, o famoso psiquiatra vienense que sobreviveu a quatro campos de concentração e mais tarde fundou a psicoterapia centrada na vontade de sentido (denominada logoterapia e análise existencial), cunhou um termo muito interessante: otimismo trágico. Que, em suma, significa a mesma coisa que o “sim e não” que mencionei. Numerosas pesquisas em psicologia demonstram que se trata de um conceito muito útil, sobretudo em tempos difíceis, porque nos permite ver com clareza e aceitar o que é ruim, mas também estar cientes de que podemos decidir como reagir a tudo o que acontece, seja o que for. Vamos ver como traduzir esses estudos para nossa vida cotidiana atual.

A primeira conclusão é que podemos decidir em certas condições. É claro que o coronavírus nos coloca diante de uma crise imensa que não vai desaparecer com pensamentos positivos. Sejamos realistas e reconheçamos isso. Mas uma avaliação realista não para aí. Busca também as coisas que podemos mudar. Examina nossa liberdade para decidir como reagir a uma situação. Até que ponto isso depende de nós? Como decidimos enfrentar a crise?

Um dia, tudo o que está acontecendo será história, tanto coletiva como individual. O que então pensaremos desta história e o que as gerações futuras dirão, não apenas sobre a pandemia, mas sobre nosso comportamento? Seremos um modelo para essas gerações? Isso é o que podemos e devemos decidir hoje, agora, todos e cada um de nós, como coletivo e como indivíduos. Quando olhar para trás, poderei reconhecer com gratidão que, sim, foi um período difícil, mas pelo menos fiz o melhor uso possível dele? Ou poderei dizer que fiz da minha casa ― seja grande ou pequena ― um lugar aconchegante e acolhedor para todos os que nela vivem ou a visitam, o nosso nicho pessoal neste mundo imenso? Que ajudei meus parentes e vizinhos mais velhos? Que aproveitei este período de isolamento involuntário para organizar meus papéis ou outras áreas que precisam de atenção? Ou para passar um tempo precioso com minha família, telefonar ou escrever para amigos e parentes que estão sozinhos, talvez até para aprender um idioma ou uma nova habilidade? Ou terei que admitir que não me interessei por nada e desperdicei esta pausa inesperada?

A segunda conclusão é que você deve estruturar cada dia e administrá-lo independentemente dos demais. Passo a passo. Decisão por decisão. Tarefa por tarefa. Os tempos de crise não são o momento ideal para empreender grandes projetos novos e ambiciosos. Gerenciar cada dia e cada semana já é um grande triunfo. Como não poderia ser? A vida corre aqui e agora, diante de nossos olhos. Temos que começar pela vida cotidiana, e como não poderia ser assim? Arrumar a casa. Literal e metaforicamente.

A terceira é que teremos que fazer o que for necessário, mas de maneira diferente. Compartilhar as responsabilidades e os cuidados. O trabalho em equipe é o melhor construtor da paz. Em outras palavras, dar a cada membro da família a responsabilidade de cumprir suas obrigações diárias, como cozinhar para si mesmo, para a família ou para os filhos. Mas, a partir de agora, tentar fazer isso com um pouco mais de atenção, de amor, de dedicação. Se temos que fazer mesmo, por que não transformar as coisas com a forma como as fazemos? Principalmente agora que muitas pessoas estão confinadas em uma mesma casa, o clima desse pequeno mundo depende de cada uma delas.

Quarta: devemos preencher nossa casa e a nós mesmos com bondade. Todos nós sabemos, conhecemos pessoas que irradiam calor e bondade e outras que não, embora, à primeira vista, pareça que todas fazem o mesmo. E os estudos nos mostram que a bondade e a atenção são contagiantes. Vamos nos enfeitar com a bondade, a atenção, a compreensão e a responsabilidade.

Isto vale também para as pessoas que vivem sozinhas; talvez até mais, porque uma coisa é se alimentar fisicamente, sem mais, e outra, muito diferente, que sejam boas consigo mesmas, que se cuidem e se respeitem. Vamos manter a ordem. Sejamos gentis com nós mesmos e com os outros. Quer vivamos sozinhos ou façamos parte de uma grande família, que outro momento é mais apropriado do que este para ser nossa melhor e mais bondosa versão?

Assim, além do mais, seremos grandes exemplos para nossos filhos, que aprenderão muito mais coisas do que na escola: em especial que, aconteça o que acontecer, continuamos com grande liberdade para decidir como reagir em tempos de crise. Se eles aprenderem essa lição, teremos todos muitos motivos para confiar em que o mundo pós-covid-19 terá uma nova geração capaz de reconstruir um mundo abalado pela crise.

Este é um texto escrito para ‘Ideias’ pelo filósofo e psicólogo Alexander Batthyány (Viena, 1971), logo após a publicação de seu último livro, “La Superación de la Indiferencia. El Sentido de la Vida en Tiempos de Cambio, publicado na Espanha pela editora Herder.


O artigo foi publicado originalmente no site do jornal El País no dia 30 de dezembro de 2020.

Alexander Batthyány é um dos palestrantes convidados do SIMPOSIO INTERNACIONAL DE LOGOTERAPIA que acontecerá nos dias 18 e 19 de junho de 2021 na versão online. Para mais informações, acesse o site do Instituto Busca Sentido.

Esperança, eu quero uma pra viver

No final da década de 80, Cazuza e Frejat escreveram a canção clamando por ideologia, num contexto em que a juventude era representante de um espírito revolucionário diante das incertezas políticas e sociais da época. A geração do rock viveu ameaçada pelas perseguições e interdições da ditadura militar, sem poder expressar livremente seu posicionamento político, identitário e cultural. Numa época que prezava por uma determinada ordem e padrão de conduta recém-herdeira da mentalidade militar, caracterizada por um poder patriarcal, branco e heteronormativo, essa música fez e ainda faz sucesso pela mensagem que traz: precisamos de ideais que tragam sentido para a vida.

Naquela época, com o Brasil dando os primeiros passos no processo de redemocratização, o grito por ideologia[1], no sentido de profundidade de convicções políticas, sociais e filosóficas, era urgente, pois o presente era um cenário pouco promissor, com tamanha desigualdade social, econômica e uma série de preconceitos sobre as minorias e doenças como a aids. Hoje, mais de trinta anos depois, revisito essa música atualizando apenas o vocativo, para ampliá-lo. No contexto de pandemia mundial, somado à polarização política e partidária no mundo todo, crise financeira, de valores, desinformação e infotoxicação através do mundo digital, desemprego e depressão, ainda precisamos de ideologias, mas, mais que isso, precisamos de esperança.

Diferente do que comumente se pensa sobre esperança como sentimento positivo a ser cultivado do nada, sabemos que ela precisa de algo – seja concreto ou abstrato –, de um fundamento para que possa se manifestar no indivíduo e no coletivo. Não basta um conselho de alguém, a esperança exige confiança em algo que faz sentido para o sujeito e o direcione para além dele mesmo.

Não podemos ordenar a ninguém que seja otimista ou que espere contra toda a esperança. […] Pois ninguém pode obrigar a esperança, assim como tampouco se pode forçar os outros dois elementos da conhecida tríade, a fé e o amor. […] A felicidade precisa ter um fundamento cujo efeito compareça espontaneamente; em poucas palavras, a felicidade resulta, não se deixa obter, não é fabricável. (Frankl, 2019, p. 84-6)

Tendo isso em mente, afinal, o que esperamos hoje? No que depositamos esperança? No que perdemos a esperança?

Trazendo novamente a perspectiva de Viktor Frankl, que é minha base de reflexão para pensar o ser humano e seu modo de viver e também de minha atuação clínica, observo como ele concebe a esperança (assim como a felicidade) como sentimento edificante do que chama de otimismo trágico humano. Diferentemente de uma positividade infundada, que pode ser alienante, tóxica e até violenta para um indivíduo que atravessa uma fase de sofrimento, Frankl apresenta esse conceito de um otimismo que inclui e, portanto, dá sentido à chamada tríade trágica pela qual todo ser humano passa em vida, a saber: sofrimento, culpa e morte.

Esse otimismo humanizante coloca o indivíduo diante da realidade que se apresenta e, apesar da sensação da falta de sentido (sofrimento), ou da dificuldade de perdoar e aceitar falhas (culpa), ou da finitude da vida (morte), propõe a busca de caminhos para a conservação da vida. A grande pergunta de Frankl orientada à esperança é: “a despeito de todos esses aspectos trágicos da existência humana, apesar disso, como podemos dizer sim à vida?” (Frankl, p. 83)

Hoje, tão importante quanto dizer “sim” à vida individual, é tempo de buscar um “sim” à nossa vida na coletividade. Somos seres interdependentes e coabitantes do meio ambiente e, muitas vezes, esquecemos isso em favor de um “sim” voltado apenas ao nosso próprio umbigo. Esse “sim” alienante costuma ser resultado de três traços de sentimento e comportamento: tédio, ou seja, da falta de interesse genuíno pelo mundo e pelo outro; indiferença, que aparta o sujeito do mundo a partir da perda da iniciativa de mudança, de ação; e proteção narcísica, quando o sujeito, autocentrado, adota um comportamento egocêntrico e de superioridade, quando acredita que algo não pode atingi-lo[2]. No contexto pandêmico, esses traços aparecem em falas que diminuem a gravidade da doença e seus impactos sobre os afetados direta e indiretamente, aparecem em comportamentos que se negam a seguir o protocolo sanitário básico proposto nas diferentes fases, como o uso de máscara e o isolamento social preventivo – ao contrário disso, temos notícias de festas, shows, praias lotadas, como se os frequentadores estivessem numa grande celebração onde a COVID-19 é negada ou tira férias nos momentos de diversão. Uma série de questões envolve esses comportamentos negacionistas e escapistas, mas não são eles a base de uma esperança genuína.

O otimismo trágico exige de nós amadurecimento para encarar o que estamos atravessando nesta pandemia, juntos, mas em barcos com condições completamente diferentes. Atravessar esse mar com a lancha em festa cheia de amigos, nestes tempos, sem olhar para o lado ou para trás, não é dizer sim à vida, é se distanciar dela. Não é ser otimista, é ser egoísta e escapista.

E só posso ser um homem pleno e realizar por inteiro minha individualidade na medida em que transcendo a mim mesmo em direção a algo ou a alguém que se encontra no mundo. Preciso, pois, levar em consideração esse algo, respectivamente, esse alguém, e não a própria autorrealização.” (Frankl, 2019, p. 86)

Graças aos cientistas e profissionais de saúde, temos hoje um fato concreto para alimentar nossa esperança: o plano inicial de imunização em nosso país começou em meio de janeiro com a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan com insumos chineses. Agora, ao lado do grande número de afetados pela doença, temos também um contador de imunizados. Uma dose de vacina que traz uma boa dose de esperança para o povo e a lembrança de que, cada vez mais, é preciso despertar para o coletivo, preservar a vida em comum, não só a própria vida.

Referências bibliográficas

FRANKL, Viktor E. [1983] Argumento a favor de um otimismo trágico. O sofrimento humano (fundamentos antropológicos da psicoterapia). São Paulo: É Realizações, 2019. p. 84-88.

PEREIRA, A. B. (2018). Ideologia, eu quero uma pra viver: sujeito, discurso e busca por um posicionamento na letra musical de Cazuza. Linguagem: Estudos E Pesquisas, 21(1). https://doi.org/10.5216/lep.v21i1.52226

[1] “Em meio a tantas situações negativas, o sujeito se encontra perdido, sem posicionamento concreto, sente-se incapaz de reação frente às situações. Contudo, é possível perceber que há uma semente de esperança, que o sujeito busca por uma saída, que apesar de toda negatividade momentânea, é preciso tomar para si uma posição, uma ideologia.” (Pereira, 2018, p. 46)

[2] “Acham-se acima do comum dos mortais. Consideram que estão acima da lei e das normas sociais e que têm direito a um tratamento especial e exigem esse tratamento”. Daniel Rijo citado por Teresa Firmino em “As máscaras do narcísico”, 5/3/16. Disponível em: https://acervo.publico.pt/ciencia/noticia/narcisismo-outro-lado-da-confianca-1725240

Imagem: O Falso Espelho (1928) / René Magritte / Moma-NY


Este artigo foi escrito pelo nosso diretor clínico, Francisco Carlos Gomes, que é o coordenador do grupo de pesquisa “O vazio existencial na contemporaneidade e as possibilidades de realizar sentido” do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação de São Paulo/PUC-SP – LABÔ.

O artigo foi publicado originalmente no site da Off Lattes que é o canal de divulgação da produção dos grupos de pesquisas do  Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – Labô

Participe do Grupo de Estudos Online de Aprofundamento em Logoterapia 2020

Arte nas cores verde e laranja com foto ao fundo de cadernos e um laptop em cima de uma mesa. Há o texto: "Grupo de estudos online de aprofundamento em Logoterapia - Início no dia 15 de maio".

Você quer aprofundar os seus conhecimentos sobre Logoterapia, mas não sabe como? No dia 15 de maio, nós, do Núcleo de Logoterapia AgirTrês, vamos iniciar um espaço para a arte do encontro logoterapêutico, que vai ser um Grupo de Estudos Online de Aprofundamento em Logoterapia. 

O objetivo é desenvolver o embasamento teórico e o aprimoramento das várias práticas possíveis da Logoterapia em diversos cenários.  Esta é a 5ª edição do grupo, que antes acontecia presencialmente. Neste ano, optamos pelo virtual devido à pandemia. 

O grupo será conduzido por Simone Guedes e Francisco Carlos Gomes, fundadores do Núcleo de Logoterapia AgirTrês. 

Os únicos pré-requisitos para participar dessa atividade é que os participantes já tenham formação em Logoterapia e conheçam bem a obra “Em busca de Sentido” de Viktor Frankl. 

Assista ao vídeo sobre o grupo de estudos:

ONDE 

O grupo de estudos será online, via plataforma de vídeo que possibilite a conferência remota. 

QUANDO 

Ao todo, teremos 9 encontros virtuais, das 14h às 16h, nas seguintes datas: 15 de maio, 5 de junho, 3 de julho, 24 de julho, 21 de agosto, 18 de setembro, 23 de outubro, 6 de novembro, 4 de  dezembro.

DINÂMICA DO GRUPO 

A cada encontro, teremos um texto orientador, que será enviado com antecedência, para leitura prévia. Durante o encontro, iremos comentar, analisar, refletir, juntos, sobre os pontos focais evidenciados no texto.

SOBRE OS CONDUTORES 

Francisco Carlos Gomes dos Santos 

Psicólogo. CRP 06/38932    

Mestre em Psicologia Social pela PUC-SP. Atua na área clínica desde 1992, especialista em Magistério do Ensino Superior na PUC-SP, e Logoterapia pela SOBRAL. Coordenador do grupo de pesquisa – Vazio Existencial e possibilidades de realizar Sentido – LABÔ – Fundação São Paulo – PUC-SP. Docente universitário em pós-graduação. Autor do livro “Magro. E agora?” – Editora Vetor. Sócio fundador da ABLAE, participou da gestão desde 2010, como membro do conselho científico e coordenador do conselho deliberativo. Cofundador e diretor clínico do Núcleo de Logoterapia AgirTrês.

Simone Guedes Alves Gomes dos Santos 

Pedagoga com especialização em Administração Escolar, Magistério, História e Filosofia da Educação pela PUC-SP, pós-graduada em Administração de Recursos Humanos pelas Faculdades Oswaldo Cruz, pós-graduada em Logoterapia pela ALVEF Curitiba. Docente universitária em graduação e pós-graduação. Autora de capítulos em livros sobre Desenvolvimento Humano: Gestão de Pessoas, Secretariado, Gestão Hospitalar. Sócia e participante da gestão da ABLAE desde 2012, atuou como 1ª secretária e vice-presidente. Cofundadora e diretora educacional do Núcleo de Logoterapia AgirTrês, Coach Logoterapêutica.

INVESTIMENTO 

Valor por encontro: R$120,00, sendo que 10% desse valor será revertido em colaboração aos projetos sociais que apoiamos no Núcleo de Logoterapia AgirTrês.

A inscrição no grupo de estudos implica no compromisso em participar e pagar os nove encontros. Todos terão acesso ao conteúdo gravado.

Atenção: para formar o grupo, é importante ter número mínimo de cinco participantes. 

INSCRIÇÕES 

Quer participar? Então preencha o formulário que preparamos: https://bit.ly/estudosaprofundamento

Se tiver alguma dúvida, entre em contato com Simone Guedes por telefone ou WhatsApp no número: (11) 99299-0930. Ela vai contar mais sobre o grupo e tirar todas as suas dúvidas! 

DEPOIMENTOS DE QUEM JÁ PARTICIPOU

“O grupo de estudos oferece a possibilidade de aprofundamento nos conceitos teóricos da Logoterapia, bem como a troca de vivências e experiências da aplicação das técnicas logoterapêuticas na prática clínica. Um espaço no qual acontece o encontro de pessoas únicas e irrepetíveis que buscam a construção do conhecimento e o crescimento pessoal.” – Lucia

“Pra mim, o grupo tem como proposta estimular nosso processo de aprendizagem, a partir das nossas trocas de experiências e nossa vivência com nossos pacientes…

Me traz crescimento pessoal e profissional, que acarreta favoravelmente na minha autonomia mediante às minhas situações para com meus pacientes, seus familiares e também a própria equipe envolvida, pois me sinto mais capacitada, devido às nossas discussões de aprofundamento da teoria e também da oportunidade que temos de fazer a junção com a prática e poder discutir profundamente, visto que o formato do grupo de estudos é para poucos elementos, se diferenciando então de um curso e o tornando, para mim, tão atrativo. Sua dinâmica de aprofundamento/reflexão da tríade teoria/técnica/prática é o que me faz gostar tanto desta forma de aprendizagem.” – Fabiana

“Para mim o mais importante do grupo de estudos é  a troca de conhecimentos, a teoria vai se encaixando na prática. E como somos profissionais que atuamos em diferentes segmentos da psicologia, estamos constantemente aprendendo uns com os outros.” – Luiza

Curso Judaísmo, Viktor Frankl e o sentido da vida

O nosso próximo evento é especial por duas razões: pelo tema muito importante e pela parceria formada. A convite da Dra. Andrea Kohgan, nós do Núcleo de Logoterapia AgirTrês, estaremos presentes na PUC-SP para o curso de extensão “Judaísmo, Viktor Frankl e o sentido da vida”. O curso é oferecido pelo LABÔ – Laboratório de Política, Comportamento e Mídia.

A Logoterapia – escola psicológica fundada pelo Dr Viktor Frankl – parte do pressuposto que o ser humano é um buscador de sentido. Esta proposta humanizadora trabalha temas como liberdade como responsabilidade, conduta única e foco na alegria com as pequenas coisas da vida. O “sentido na vida” compreende também a ideia de propósito vital, valores e respostas pessoais às questões que a vida apresenta, envolve a conscientização e o despertar dos valores que nos convidam a agir de um modo particular ante situações específicas, proporcionando congruência, coerência e identidade pessoal.

O judaísmo tem o foco na ação perante as contingências da vida – desde pequenos aborrecimentos a grandes tragédias. Conhecer a lógica do pensamento judaico, nos possibilita maior profundidade no conhecimento da Logoterapia, o grande legado de Viktor Frankl ao mundo.

Data: 5 de outubro, sábado
Horário: 9h as 13h
Tipo de curso: Curso de extensão, com certificado de 4 horas emitido pelo COGEAE.

Faça sua inscrição aqui.

Aguardamos você lá!

9º Curso de Logoterapia e Análise Existencial – Teoria e Prática clínica para profissionais da saúde

curso logoterapia e análise existencial em São Paulo - Prática Clinica - Saúde

Crédito da imagem: Ethan Sykes

Nós temos muita alegria em comunicar que o Núcleo de Logoterapia AgirTrês abre mais uma turma do curso vivencial direcionado a profissionais da saúde. Psicólogos, médicos e outros profissionais da saúde lidam com questões profundas sobre sentido da vida, sentido do sofrimento, questões relacionadas à finitude da vida entre outros temas que demandam sabedoria e estudo.

Um curso presencial em 10 módulos, com aulas mensais e uma turma pequena para proporcionar uma vivência e troca intensas destinadas à:

  • discussão de casos clínicos
  • aplicação de métodos e técnicas da Logoterapia
  • estudo da vida e obra de Viktor Frankl
  • bases filosóficas e antropológicas.

Pré-requisitos: ser profissional da área da saúde ou aluno do último ano de graduação dessa área, leitura prévia do livro Em busca de sentido, de Viktor Frankl, inscrição e entrevista.

Duração: 10 módulos, encontros mensais aos sábados, das 14h30 às 17h30. São 10 (dez) módulos de 10 (dez) horas/aula cada um, perfazendo 100 horas (cem horas) de aulas presenciais, mais 30 horas (trinta horas) de atividades complementares à distância, com duração total de 130 horas (cento e trinta horas).

Datas dos encontros:
14 março, 04 abril, 09 maio, 06 junho, 04 julho, 01 agosto, 12 setembro, 03 outubro, 07 novembro e 05 dezembro

Apenas 8 vagas. Oferecemos descontos para estudantes de graduação.

Local: R. Joaquim Antunes, 490. São Paulo-SP

Para mais informações sobre investimento e inscrição, escreva para contato@agirtres.com.br.

Veja a experiência de um aluno da turma anterior:

“Durante o curso vocês me proporcionaram um novo olhar sobre a psicologia, olhar esse que vinha buscando neste tempo de formação e profissão. Sempre com humor e acolhimento, mesmo nos momentos tristes e nas aulas mais densas sobre o Sentido do Sofrimento.

Obrigada por despertar novos olhares e novos sentidos na minha vida. Sentirei saudades desses encontros mensais mas tenham certeza que levo um novo sentido, um sentido prazeroso e cheio de amor. Obrigada por tudo e continuem iluminando o caminho de muitos que passam pela AgirTrês.” Luciana R. V

Acontece na AgirTrês (Nov/Dez 2018): Congresso ABLAE 2018, Hospital Sírio Libanês, Clínica Médica da SMCC

Muito movimento e conhecimento nos últimos meses do ano aqui no Núcleo AgirTrês! Confira os destaques e alguns registros desses momentos especiais:

  • De 15 a 17 de novembro, marcamos presença no tradicional Congresso da ABLAE (IX Congresso Brasileiro de Logoterapia e Análise Existencial & IV Congresso de Logoterapia Aplicada ao Envelhecimento), em Ribeirão Preto-SP. Além das valiosas palestras, troca de conhecimento e networking com profissionais ligados à Logoterapia, na ocasião, foi eleita a nova gestão da associação e Simone Guedes recebeu homenagem por sua contribuição como vice-presidente até este ano.

  • A convite do amigo Plinio Cutait, nosso diretor clínico, Francisco Carlos Gomes, ministrou uma aula no curso de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio Libanês com o tema: O Sentido da Vida.

  • Com cerca de 40 participantes, o Departamento de Clínica Médica da SMCC encerrou as atividades do Grupo de Estudos em Cuidados Paliativos deste ano com um encontro neste último sábado (01/12) na sede social da entidade. O evento com o tema: “O Sentido da Vida: Para que viver até o fim?” contou com a palestra de Francisco Carlos Gomes.

  • Em 7 de dezembro, Simone Guedes, nossa diretora educacional, palestrou no evento on-line I Cumbre Virtual de Logoterapia y Análisis Existencial para o Instituto Venezuelano de Logoterapia Viktor Frankl, sobre o tema “Educar para a criatividade, para a convivência e para a resiliência”.

 

 

7a Oficina de Sentido na Vida, com o logoterapeuta Francisco Carlos Gomes

 

 

 

Para você que tem curiosidade e interesse em conhecer a Logoterapia, a abordagem filosófica criada por Viktor Frankl, este é um convite para participar de uma Vivência Logoterapêutica em grupo.

Diferente de cursos teóricos, mais voltados para um público especializado na área, vamos promover este workshop para público amplo, com atividades práticas e vivenciais sobre o tema: a importância de encontrar e realizar “Sentido na Vida”.

Nosso objetivo é possibilitar que as pessoas despertem para sua potencialidade e encontrem “Sentido” no viver, aqui e agora.

Todos nós enfrentamos situações difíceis, problemas, conflitos, adversidades. E comumente nos questionamos sobre como AGIR diante de uma frustração existencial que envolve amizades rompidas, casamentos desfeitos, casos de morte de pessoas íntimas, carreiras profissionais terminadas, erros irreparáveis, grandes desilusões.

Na Logoterapia acolhemos esses imensos desafios que a vida traz, e tentamos descobrir qual o “Sentido” da situação e o que fazer com o que se apresenta. Quase sempre é necessário tomar uma posição, uma Atitude. Será sobre DECISÕES e ATITUDES nosso trabalho nesta vivência.

Nosso referencial teórico: Dr. Viktor Frankl – psiquiatra e neurologista vienense que desenvolveu a teoria da Logoterapia e Análise Existencial; Dr. Wiliam Breitbart – psiquiatra norte americano, líder internacional nos campos da Psico-oncologia e Cuidados Paliativos.

Venha, participe, envolva-se! Esperamos por você! Inscreva-se aqui

Facilitadores: Francisco Carlos Gomes, psicólogo e logoterapeuta, diretor clínico CRP-06/38932, e Simone Guedes, pedagoga, logoeducadora, diretora educacional do Núcleo de Logoterapia AgirTrês CRP-SP 4510/J.

O participante receberá certificado internacional, com chancela do Instituto Viktor Frankl de Viena, de 8 horas.

Todos os detalhes estão no formulário, valores a partir de R$280,00.

Data do evento
21 de julho de 2018, 09h00 – 18h00

Local do evento
Hotel Mercure – Pinheiros

Rua Capote Valente

Pinheiros, São Paulo – São Paulo

Série Convite à Leitura | Março/2018

    • A Série Convite à Leitura é uma pauta regular em nossa fanpage. Todo mês elegemos um livro e destacamos trechos a cada quinta-feira. Acompanhe os próximos trechos no nosso Facebook.

    EDIÇÃO 15 – MARÇO/2018

    Este livro se originou de uma conversa de várias horas entre o filósofo religioso Pinchas Lapide e Viktor Frankl em sua casa, na Mariannengasse em Viena, em agosto de 1984. O único manuscrito existente e as gravações que lhe perteciam foram encontrados somente em maio de 2004 durante os trabalhos de inventário do arquivo particular de Viktor Frankl.

    A obra é composta pela transcrição de duas palestras e de duas longas entrevistas com Frankl, nas quais o mesmo expressa aberta e detalhadamente sobre suas próprias opiniões religiosas, como nunca antes. Para Frankl é importante perceber o homem não apenas em sua constituição psíquica, como também em sua espiritualidade e personalidade – não importa como esta se expresse em suas referências ideológicas. E […] a religiosidade é a expressão da busca humana pelo sentido e como expressão da busca de sentido é também tão pouco redutível e discutível como a própria busca de sentido

    FRANKL, VIKTOR; LAPIDE, PINCHAS. A busca de Deus e questionamentos sobre o sentido. Rio de Janeiro: Vozes, 2013, p. 37-43.

     

    Workshop “Logoterapia: prática clínica com crianças e adolescentes” | por Claudia Mota

    Seguindo a proposta de trazer grandes profissionais nacionais e internacionais, o Núcleo de Logoterapia AgirTrês trouxe Clara Martínez, psicóloga colombiana, no último dia 10 de março (2018), para oferecer um workshop sobre a prática clínica com crianças e adolescentes à luz da Logoterapia.

    Eu tive a feliz oportunidade de participar deste primeiro workshop, que, na verdade, transformou um sábado qualquer numa logoexperiência.

    Com uma linguagem clara e objetiva, destacou que “os jovens e crianças não precisam de técnicos, precisam do humano” e trouxe aos profissionais presentes conteúdos teóricos, estudos de caso, apresentação e discussão de uma bibliografia consistente,  e, sobretudo, a discussão do que é o profissional de Logoterapia que atende jovens e crianças, o que ampliou nossos horizontes como se estivéssemos diante um farol de sentido.

    Durante o encontro, compartilhou suas experiências de consultório, de escolas onde trabalhou e convidou a todos a transformarem sua prática num fazer criativo e coerente. Para tanto, trouxe nomes como Boris Ciyrulnik, com o conceito de Tutor de resiliência que fundamentam seu trabalho e complementam a abordagem logoterapêutica que adota.

    Compartilhou técnicas e trouxe um debate sobre diagnósticos sob outra perspectiva.

    Capítulo à parte foi a desenvoltura com que caminhou entre assuntos sérios e preocupantes, como o conceito de família e de jovens, atualíssimos, sem propor ou vislumbrar qualquer possibilidade de julgamento, demostrando a importância de termos empatia em nosso trabalho.  Em seguida, tratou do tema tabu que, infelizmente, faz parte do nosso cotidiano, o suicídio.

    Em síntese, o workshop trouxe o questionamento do que é ser logoterapeuta, seus fundamentos e perspectivas, um panorama sobre o significado da infância nos dias de hoje, os pilares da logoterapia e uma proposta do modelo terapêutico apresentado como estudo de caso, assim como vasto material reunido em seus anos de experiência.

    Costurou tudo isso, respondendo a perguntas, mostrando slides das produções artísticas de seus pacientes ou brincando com o público, pudemos entender a proposta que ela nos trouxe sobre nos conectarmos com nossa criança interior e nos colocarmos como companheiros existenciais dos nossos pacientes.

    Gostaria de registrar que, nesse encontro, choramos, sorrimos, nos comovemos, aprendemos novas possibilidades de trabalho, mas,  o mais importante – saímos transformados por termos vivenciados uma experiência de sentido.

    Gracias, Clara, por todo, tú eres nuestra tutora de resiliencia!

    por Claudia Mota, psicopedagoga que atua na abordagem logoterapêutica e participante do Workshop oferecido pelo Núcleo de Logoterapia AgirTrês

    Para saber mais sobre o trabalho da psicóloga e doutoranda Clara Martínez, acesse farosdesentido.org ou escreva para klaramartin@farosdesentido.org.

    Confira alguns cliques feitos durante o workshop:

    Clara Martínez Sánchez, da Colômbia para o Brasil

    Clara fala sobre os males de nosso tempo e como a Logoterapia ilumina essas questões

    O que é essencial no terapeuta? Um dos temas discutidos no workshop oferecido no Núcleo de Logoterapia AgirTrês

    A energia na conclusão do Workshop com Clara Martínez no Hotel Mercure, em São Paulo, em 10 de março de 2018.

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