O sentido da vida na logoterapia de Viktor Frankl e o despertar da humanidade

Crédito : Foto de Tobi no Pexels

O homem é jogado na existência e confrontado com a condição de que há um tempo limitado para sua vida, a percepção de sua vulnerabilidade e impermanência, leva-o a questionar sobre o sentido que pode ter a vida. Assim, a condição humana é marcada não apenas por sua finitude, mas, principalmente, pelo que esta condição engendra e provoca em urgência de uma resposta: dado que a vida tem um fim, o que cabe somente a mim realizar, neste tempo que me é dado?  

Muito cedo Viktor Frankl, fundador da logoterapia, se questionou sobre o sentido da vida. A sua pergunta fundamental não era sobre os motivos que nos levavam a concretizar, voluntariamente, o ato da morrer, através do suicídio, mas o que nos mantinham vivos. Se o suicídio pode ser uma alternativa para escapar do sofrimento inevitável que a vida nos impõe, como apostar na promessa de um futuro, como continuar dando significado em uma existência, muitas vezes marcada por perdas, medo, culpa e desespero? Para quê viver afinal?

Para Viktor Frankl, o que nos define enquanto humano é ter consciência de nossa própria morte. O animal não tem esta percepção, não sabe da importância que pode ter cada momento da vida. Ter esta consciência deveria nos convocar a realizar uma ação no mundo e não nos paralisar, gerar controles ou defesas na tentativa de nos proteger do acaso ou ainda perpetuar a perspectiva da morte a cada passo dado, como se ela estivesse sempre a espreita de se realizar. Ou negar a possibilidade da morte, com todos os recursos disponíveis para “garantir” nossa longevidade.   

O fato é que a vida se abre em múltiplos caminhos e generosas oportunidades, são muitas as possibilidades que nos deparamos ao longo da vida, que nos convocam a responder ao seu apelo de sentido. Somos livres para responder e para decidir o que realizar, qual caminho tomar; mas, na mesma medida de nossa liberdade somos responsáveis por nossas escolhas. Assim, ao tomar consciência de nossa existência, temos o compromisso de responder de modo livre e responsável ao apelo de sentido que a vida nos faz.

Somos convocados a uma existência livre e responsável, conscientes não apenas de quem somos, mas, em perspectiva futura, de quem queremos nos tornar. Se a vida nos convoca a encontrar um sentido na existência, deveria haver uma aposta de onde almejamos chegar enquanto seres humanos, o que queremos ser, o que queremos realizar no mundo.

Se não tomamos consciência da nossa condição humana, vivemos como um animal irracional que busca apenas o prazer: o alimento, o sexo e o descanso. Podemos escolher viver uma vida inteira diante da Netflix, buscar o alimento pelo IFood e ter algum relacionamento via  Tinder ao simples toque do celular, de modo que nunca tivemos tantos recursos à nossa disposição, tanto conforto, mas, ao mesmo tempo, nunca tivemos uma clínica tão permeada pelo discurso de vazio existencial, solidão, falta de perspectiva na vida, alto índice de depressão, violência, uso abusivo de drogas e suicídio.

Para onde estamos indo enquanto humanidade quando nos anestesiamos diante da amplitude que pode ter a vida?  Podemos nos lançar para a infinitas possibilidades de vida, com toda profundidade que ela nos oferece. Basta ter olhos para ver e entrar em contato com a dimensão de possibilidades, que mesmo em condições das mais diversas, estão ao alcance de nossa (1) liberdade de vontade, (2) vontade de sentido e (3) sentido da vida.

Estes são os três pilares que sustentam a visão de homem segundo a logoterapia: (1) liberdade da vontade, dado que o homem não é livre de suas contingências, mas é livre para tomar uma atitude diante de qualquer circunstância; (2) vontade de sentido, como o esforço mais básico do homem na direção de encontrar e realizar sentidos e propósitos; e (3) sentido de vida, dado que ser humano significa ser em face de um sentido a ser preenchido, de valores a concretizar e a realização de sentido sempre implicará na tomada de decisão, pois cabe ao ser humano a responsabilidade de encontrar ou descobrir um sentido em sua vida, para além do sofrimento, da culpa e da morte.  

A logoterapia nos lembra que se a vida tem sempre um sentido e nos cabe descobrir e realizá-lo, devemos nos lançar na vida e estar atento aos sinais que nos convocam a realizar nossa condição humana, nosso poder de decidir que destino devemos cumprir, nesta tensão necessária, entre quem somos e quem devemos nos tornar.

Viktor Frankl já havia formulado sua teoria em torno do sentido da vida, quando sobreviveu a quatro campos de concentração na 2º Guerra Mundial. Sobre esta experiência, me chama a atenção para sua percepção de que “existem sobre a terra duas raças humanas e realmente apenas essas duas: a “raça” das pessoas direitas e das pessoas torpes…o que é então o ser humano? É o ser que decide o que ele é. É o ser que inventou as câmaras de gás, mas é também aquele que ser que entrou nas câmaras de gás ereto, com uma oração nos lábios.”

Para a logoterapia, não somos todos iguais, somos cada um, únicos e irrepetíveis e há graus de humanidade. Podemos ser como porcos, podemos ser santos, temos a liberdade para decidir o que queremos ser e o que queremos nos tornar. Não há “desculpa”, ou truque nem instinto que justifique uma existência que não queira beirar a santidade e os valores de dignidade humana. Assim, a realização de sentido na vida sempre implica numa tomada de decisão, que vai nos situar nesta amplitude humana e mais, apenas quando preenchemos um sentido no mundo é que realizamos a nós mesmos.

De fato, ser consciente das nossas escolhas pressupõe a capacidade humana de nos elevar sobre nós mesmo, de julgar e avaliar nossas próprias ações e a própria realidade em termos morais e éticos. Para Viktor Frankl, “quanto mais a pessoa esquecer de si mesma, dedicando-se a servir a uma causa ou amar outra pessoa, mais humana será e mais se realizará.” pois, se a vida tem um sentido a ser descoberto, se não existo apenas para cumprir uma satisfação particular, é na relação e no compromisso com o outro que posso realizar o sentido próprio de minha vida.

É o que acontece no cotidiano do meu trabalho enquanto psicóloga e logoterapeuta, e que Viktor Frankl bem expressou ao dizer que encontrou o sentido de sua vida ao ajudar seus pacientes a encontrarem sentido em suas próprias vidas. Enquanto, psicóloga, assim como terapeutas, médicos, padres, ou qualquer pessoa que se dispõe a ouvir e ajudar o outro em sofrimento, temos o privilégio, no exercício da clínica, ou da vida, de ser testemunha de histórias que nos inspiram e nos conectam com a humanidade pulsante em cada voz que escutamos. Somos privilegiados em acompanhar alguém na intimidade de seu sofrimento, alguém que se coloca inteiro e disponível em uma esperança confiante e que nos convoca a ser, não uma pessoa portadora de uma técnica, mas um ser humano diante de outro, à serviço de recuperar a dignidade humana de cada paciente, como ser único e irrepetível.

Garcia Pintos em seu livro “Os contos do peregrino” nos fala que o homem que busca sentido é um peregrino. Peregrino como aquele que se encaminha para um lugar sagrado. O homem se encaminha para a realização e descoberta de sentido, nos valores que estão esperando para serem realizados no mundo, a fim de cumprir o sagrado que existe em cada um de nós.  

Como peregrino, só encontramos o caminho se nos direcionamos ao outro, ao nos dedicar a uma causa, ou amar alguém. É este o espírito do peregrino: sair de si próprio para alcançar o sagrado, sair de si para encontrar o sentido de sua própria vida e ser o que somente você pode ser ao realizar um ato humano no mundo.

Não importa a dimensão que seu trabalho pode alcançar, a quem se destina a realização dos valores que lhe cabem cumprir e o caminho que percorre em direção a realização de sentido, dado que, muitas vezes é na rotina silenciosa de seu lar, na intimidade de nossos consultórios e encontros que a vida nos proporciona, que travamos as maiores lutas e enfrentamos os maiores desafios e conquistas. A realização de sentido não precisa estar vinculada ao sucesso, nem mesmo a felicidade. Percorrer o caminho que nos leva ao sentido pode ser árduo e solitário, mas, nem por isso ter menos significado ou menor valor.

Neste contexto, a logoterapia serve como um despertador de nossa própria humanidade ao revelar o valor de cada vida apenas quando nos debruçamos ao cuidado com o outro, ao nos convocar a realizar e descobrir o sentido da vida, na medida em que nos voltamos para além de nós mesmos.  Trata-se de um compromisso com a nossa consciência, entre a responsabilidade e a liberdade, com a convicção de que a vida sempre tem um sentido a ser realizado e que, ao dar os primeiros passos no caminho que decidimos percorrer, somos todos peregrinos, em busca de realizar o sagrado que há em nós, a serviço da humanidade.

Juliana Aguiar Labes, psicóloga, mestre em psicologia clínica PUC-SP, Logoterapeuta em formação – Unilife e Agirtrês, psicanalista pelo CEP, atende em consultório criança, adolescente e adulto

Instagram: @julianalabespsico

Precisamos falar sobre isso…

Quando o racismo salta aos olhos

Nas últimas semanas, nossos olhos e afetos têm sido impactados pelas notícias estarrecedoras de mortes de negros, incluindo crianças, como os casos dos meninos Miguel (em Recife) e Guilherme (em São Paulo). Mesmo com inúmeros casos assombrosos de vidas interrompidas aqui no nosso território natal, o estopim que trouxe o tema do racismo para a arena da discussão foi o caso do assassinato à luz do dia do afro-americano George Floyd, numa abordagem policial abusiva registrada em vídeo pelo celular de uma adolescente. A partir desse evento, a voz do movimento antirracista Black Lives Matter foi amplificada por uma série de protestos nos Estados Unidos, viralizando com a repercussão dos quadrados pretos nas redes sociais no mundo todo, que furou bolhas também em nosso país. O que temos visto como desdobramento desde então são discussões fundamentais sobre a pauta do racismo estrutural, branquitude, antirracismo, entre outras – algo inédito, na minha perspectiva pessoal.

Como brasileiro e negro, é a primeira vez que percebo um incômodo diferente no olhar de quem se deparou agora com o racismo estrutural que se manifesta há anos, de forma mais abrasiva em casos sinistros como os anteriores, em nossas frias estatísticas de desigualdade racial e também em nosso cotidiano, em formas capciosas de preconceito travestidas em humor, em condutas, falas e expressões. Como psicólogo e professor negro, busco olhar esta atual tomada de consciência desse tema de forma reflexiva e otimista, propondo aqui também minha voz, pela primeira vez expressando de forma pública minha opinião sobre o racismo.

Diante da força dos fatos que nos têm atravessado (e traumatizado), especialmente nestes tempos de pandemia, que têm exposto nossas maiores feridas públicas e privadas, chega o tempo em que precisamos falar sobre isso.

Precisamos falar sobre os episódios de violência (física, econômica ou simbólica) e discriminação que todos nós, negros, vivemos e que geralmente ficam guardados no nosso íntimo ou em nosso núcleo de confiança. Precisamos falar sobre a invisibilidade e o silenciamento que negros sofrem nesse país, reflexo de mais de 350 anos de escravidão que os últimos 130 anos desde a abolição jurídica ainda não conseguiram reparar. Precisamos falar que hoje, segundo dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE), pretos e pardos somam 56,4% da população brasileira, isto é, a maioria. Precisamos falar e dialogar a fim de cultivar uma nova cultura onde negros consigam respirar, ser vistos e ouvidos, por meio de projetos possíveis e reais em nossa sociedade, incluindo todas as raças e cores que a compõem.

Quando o racismo salta aos olhos, mas as pessoas se calam, o silêncio reforça a estrutura do preconceito por meio da manutenção do não saber e do tabu dos “assuntos sensíveis”. O que minha prática clínica de 30 anos em atendimento psicoterapêutico, e desde 2000 como logoterapeuta, me revela é que falar sobre temas que geram sofrimento e buscar sentido mesmo nas dores mais profundas é caminho viável para enfrentar as dificuldades que a vida impõe nas condições que se apresentam. Frankl nomeia as dificuldades fundamentais da vida como tríade trágica – perdas, falhas e finitude (ou sofrimento, culpa e morte). Essa tríade que o médico vienense viveu num período intenso de sua vida nos campos de concentração nazista, e que certamente gerou impactos profundos em sua existência, acaba se transformando em tridente que fere há centenas de anos quem traz na cor da pele o registro de um povo que teve sua humanidade sequestrada pela escravidão, por meio da privação do uso da própria linguagem, da liberdade de seu corpo e da memória de sua história e cultura. Dadas as proporções e as diferenças destes holocaustos (o massacre de judeus e minorias no regime nazista da Segunda Guerra Mundial e o de negros nas Américas coloniais que perdura até os dias atuais), há elementos da obra de Frankl que me movem a não me posicionar como vítima das circunstâncias que se impõem e me ajudam a extrair uma saída possível para essa tragédia – o que ele chama de otimismo trágico. Quando ele afirma que:

“Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá. Afinal de contas, o sofrimento faz parte da vida, de alguma forma, do mesmo modo que o destino e a morte. Aflição e morte fazem parte da existência como um todo.”
(Viktor Frankl, 2008, p. 90)

Ele não diminui o tamanho do sofrimento, nem propõe a imposição de um pensamento perverso de negação dessa dor ou sua aceitação passiva. Pelo contrário, ele propõe atitudes de dignidade, coragem e valor diante de um sofrimento inevitável (como é o caso do racismo hoje). A proposta de liberdade interna na situação de sofrimento certamente exige muito de nós, mas nos convoca a “assumir uma atitude alternativa frente às condições dadas” e a entrever perspectiva de futuro.

Se os tempos atuais fizeram finalmente o racismo saltar aos olhos é porque há também possibilidades concretas de mudança dessa cultura. É tempo de cada um, do seu lugar de fala e atuação, refletir e agir com sua contribuição legítima e mais efetiva possível: seja na linha de frente da luta, seja na manutenção ou na mudança de hábitos, linguagem e escolhas no dia a dia. Do meu lugar como psicólogo, professor e pessoa, sigo propondo espaços de diálogo, acolhida e reflexão em prol de uma cultura em que possamos ver seres humanos antes da raça ou da cor, o que Frankl nomeia como monantropismo (“o saber em torno da unidade da humanidade, uma unidade que ultrapassa todas as diversidades, quer as da cor da pele, quer as da cor dos partidos.” (Frankl, 2010)) – e o que foi evidenciado como possível na fala de Patrick Hutchinson, personal trainer que impediu que outro homem fosse espancado nos protestos antirracistas em Londres, em 15 de junho (na foto, o homem negro é o personal carregando um homem branco desconhecido em seus ombros, salvando-o do pisoteamento). “Tinha um ser humano no chão, e vi que aquilo não ia acabar bem. Agachei e o carreguei nos ombros como fazem os bombeiros” – disse Hutchinson.

Acredito que é preciso falar do que estamos vendo. Porque a fala das dores, dos sofrimentos, e também dos lampejos de consciência que vemos acendendo nos olhos das pessoas e nas lentes da mídia, revela que é possível fazer-se visível aos olhos que estavam cegos para nossas questões raciais, afinal:

Quando é que o olho é capaz de enxergar-se, se prescindirmos do espelho? Somente quando está afetado de catarata. […] Sempre que puder olhar para si mesmo, será porque está com a capacidade visual prejudicada. (Frankl, 2012, p. 20)

Referências bibliográficas

FRANKL, V. Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração. Trad. Walter O. Schlupp e Carlos C. Aveline. 25 ed. Petrópolis: Vozes, 2008.

FRANKL, V. Logoterapia e Análise Existencial. São Paulo: Forense Universitária, 2012.

FRANKL, V. Psicoterapia e Sentido da Vida – Fundamentos da Logoterapia e Analise Existencial. São Paulo: Quadrante, 2010 – p.28.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) 2020. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6403>. Acesso em: 14/6/20.

PINTO, Ana Estela de Sousa. “Só pensei em tirá-lo dali”, diz ativista negro que salvou branco de ser espancado. jun. 2020. Folha de São Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/06/so-pensei-em-tira-lo-dali-diz-ativista-negro-que-salvou-branco-de-ser-espancado.shtml

Imagem: Heraldo Galan


Este artigo foi escrito pelo nosso diretor diretor clínico, Francisco Carlos Gomes, que é o coordenador do grupo de pesquisa “O vazio existencial na contemporaneidade e as possibilidades de realizar sentido” do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação de São Paulo/PUC-SP – LABÔ.

O artigo foi publicado originalmente no site da Off Lattes que é o canal de divulgação da produção dos grupos de pesquisas do  Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – Labô

*Mensagem Nº 31* – 7/6/2018

Muitos participantes da lista de transmissão e aqueles que nos acompanham no Facebook nos procuraram perguntando sobre a questão da dependência química sob o olhar da Logoterapia.

Atendendo a estes pedidos, escolhemos para esta mensagem o artigo “A Relação da Dependência Química e o Vazio Existencial”, da autora Denise Gersen Pinto Coelho, profissional competentíssima e amiga da equipe AgirTrês. Vale lembrar que as constatações aqui presentes não expressam necessariamente as opiniões do Núcleo, mas são afirmações decorrentes da pesquisa realizada pela autora.

RESUMO

A relação da dependência química e o vazio existencial são fatos tão complementares, que só mergulhando na origem do problema será possível compreender esta relação. As constantes queixas dos usuários de droga sobre sensação de um vazio despertaram em mim a necessidade de aprofundar neste tema. O objetivo deste estudo é compreender a relação entre a dependência química e o vazio existencial e qual estrutura de personalidade de base atua no dependente, contribuindo para o desenvolvimento do ciclo vicioso da dependência química. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica, qualitativa, na perspectiva da Análise Existencial da Logoterapia. Percebe-se na contemporaneidade mudanças significativas nas buscas humanas como: o imediatismo, o consumismo, busca pelo prazer e pelo ter, colaborando para o aumento inevitável do vazio existencial e dependências de modo geral.

“Por trás de uma doença existe um ser humano, livre, responsável capaz de autotranscender.” Viktor Frankl

Para ler o artigo completo acesse o link a seguir: ARTIGO-REL. DEP. QUIMICA

Boa leitura! Acesse nossa página e saiba mais sobre nossos cursos e eventos!

Abraços e até breve!

Simone Guedes

Diretora Educacional do *Núcleo de Logoterapia AgirTrês*

 

*Mensagem Nº 24* – 14/02/2018

É com muita alegria que o Núcleo de Logoterapia AgirTrês recebe a psicóloga Clara Martinez em 10 de março, para nosso 1º evento de 2018! Nossa querida amiga e palestrante colombiana, abordará durante o Workshop a Logoterapia voltada para a prática clínica com crianças e adolescentes. Para mais informações acesse o link: http://bit.ly/Workshop-de-Logoterapia

Aproveitando o tema, escolhemos para esta mensagem o artigo “AVALIAÇÃO DE UMA PROPOSTA DE PREVENÇÃO DO VAZIO EXISTENCIAL COM ADOLESCENTES”, publicado em Psicologia: Ciência e Profissão vol.31 no.1, Brasília, 2011; de autoria de Thiago Aquino e outros.

RESUMO
O objetivo do presente trabalho foi validar uma proposta de prevenção do vazio existencial em um grupo de estudantes adolescentes. Participaram deste estudo 33 estudantes que estavam no segundo ano do ensino médio, sendo 11 do sexo masculino e 22 feminino, com idade média de 16,5 anos e amplitude de 14 a 18. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos. Assim, foi constituído um grupo experimental e um grupo controle. Os adolescentes do grupo experimental participaram de um programa de intervenção denominado prevenção do vazio existencial, com o objetivo de aumentar a sensação de sentido de vida. No primeiro encontro, foi aplicado o pré-teste (Pil-test) tanto para o grupo experimental quanto para o grupo controle, e, ao término, foi aplicado o pós-test para os dois grupos. Para a análise dos dados, utilizou-se o Test t de student para medidas repetidas. Os resultados sugerem que a intervenção promoveu o desenvolvimento da sensação de sentido de vida, pois foi constatado um aumento do nível de realização existencial bem como a regressão dos níveis de desespero e de vazio existencial dos participantes do grupo experimental.

“É na infância que o ser humano orienta seu sentido e facilita ou desvia da voz de sua consciência.
A Logoterapia facilita este processo de autoconsciência reflexiva.” Clara Martinez

Para ler o artigo completo acesse o link a seguir: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932011000100013

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Abraços e até breve!

Simone Guedes
Diretora Educacional do *Núcleo de Logoterapia AgirTrês*

“Vamos conversar!” | Prevenção, Depressão e Realização de Sentido

IMG-20170323-WA0023No dia 7 de abril celebramos o Dia Mundial da Saúde! Desta vez, a OMS destaca a importância da prevenção e do tratamento da depressão, um mal que atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo. A Logoterapia nos apresenta um novo olhar sobre esse transtorno explorando o conceito de noogenia.

A Logoterapia nos mostra que nem toda depressão é patogênica (pathos), ou seja, que nem sempre se trata de uma doença física, cujo tratamento inclui medicação. Em tempos líquidos como os nossos, a maioria das depressões são noogênicas (do termo grego “noos”, que significa “mente”), ou seja, são fruto de uma dimensão especificamente humana, advém da falta de sentido e do fato de as pessoas viverem dentro de um vazio existencial.

A maioria das pessoas adoecem por conta dessa frustração existencial. Diferentemente, quando a pessoa encontra o seu sentido, o seu “para quê”, ela é capaz de suportar e superar tudo.

Para identificar se a depressão é patogênica ou noogênica, é essencial realizar um psicodiagnóstico adequado com um profissional qualificado para só depois iniciar um tratamento.

Em muitos casos, inclusive, faz-se necessária uma equipe interdisciplinar (psicólogos, médicos etc.) e que falam “a mesma língua”, ou seja, com uma visão comum. Nesse sentido, para diagnosticar uma depressão noogênica, é importante que os diferentes profissionais trabalhem dentro da abordagem da Logoterapia.

Nós, da AgirTrês, não só apoiamos como queremos reforçar esta importante campanha “Vamos conversar!“, inclusive abrindo espaços para que possamos nos conectar e trocar conhecimentos. Conheça nossas áreas de atuação e entre em contato para mais informações: psicoterapia, coaching logoterapêutico, orientação familiar, além de nossos cursos e eventos.